FORUM 2010

 

Enseigner le portugais en France :réalités et perspectives

27 mars 2010 à l'Hôtel de Ville de Paris

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Michel Perez

Língua: «O Brasil é a China da próxima década» Inspetor geral da Língua Portuguesa em França

Agência Lusa, 27 de Março de 2010, 20:11

Paris, 27 mar (Lusa) - O inspetor geral da Língua Portuguesa em França, Michel Perez, afirmou hoje à agência Lusa, em Paris, que o Brasil "é a China da próxima década" em termos de crescimento económico e abre oportunidades novas ao português.

Nos 'media' há muita referência à China e os jovens têm a impressão de que o chinês é o sésamo para o século XXI. Mas a China é só uma das portas. A outra vertente é a América do Sul, com o Brasil, que tem um potencial enorme", explicou Michel Perez sobre a atratividade da língua portuguesa como língua de trabalho internacional.

"É uma questão de os 'media' tomarem consciência da questão do Brasil" para que, em França, os jovens percebam que têm um interesse direto em aprender o português, afirmou aquele responsável do Ministério da Educação francês.

O inspetor geral da Língua Portuguesa em França, Michel Perez, afirmou à Lusa que existe uma procura em alta do ensino do português, de 5 por cento ao ano, ao mesmo tempo que reconhece uma acentuada quebra nas contratações de professores e a existência de mais de 10 por cento de docentes em situação de vínculo contratual precário.

«Temos dificuldade em França em integrar a ideia de que o português é uma língua de comunicação internacional que é falada em todos os continentes e que uma grande maioria de trocas se faz com o Brasil entre a Europa e África», afirmou Perez.

Segundo os números de Michel Perez, o português é estudado em França por mais de 32 mil alunos em 325 escolas secundárias e em 549 escolas elementares.
Cerca de metade são alunos de Português como Língua Viva Estrangeira (LV1, LV2, LV3 e secções europeias), da responsabilidade exclusiva do Ministério da Educação francês, em 289 estabelecimentos públicos.

Em 43 escolas das academias de Paris, Versalhes, Créteil, Lyon, Aix-Marselha, Amiens, Bordéus, Córsega e Rouen, o português é ensinado dentro do horário escolar do aluno como Língua Viva Estrangeira e o total de alunos em 2009/10 é de 3 284, segundo dados fornecidos pela coordenadora do Ensino do Português em França, Gertrudes Amaro.

Em 584 escolas, o português é ensinado em horário pós-escolar. Frequentam este ensino 11.792 alunos e a inscrição é feita mediante questionário distribuído aos pais pelos diretores das escolas.

Estes cursos são designados por Ensino da Língua e Cultura de Origem (ELCO) e, até muito recentemente, a maior parte dos diretores apenas distribuía os inquéritos aos alunos filhos de emigrantes ou de acordo com a origem, salientou Gertrudes Amaro.

O único ensino de Português assegurado por professores nomeados pelo Governo português é o das disciplinas de Língua e Literatura portuguesas e da História e Geografia das secções internacionais de português/portuguesas.

Envolve 814 alunos e 20 docentes. Há também 20 professores de português em 28 associações de pais.

 

Michel Perez fala das Secções internacionais

Lusojornal, Edition n°246 mercredi 3 mars 2010

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“Actualmente um projeto de criação de várias secções internacionais, entre as quais a portuguesa está em estudo na Academia de Créteil», explica Michel Perez, o responsável pelo grupo de Português na Inspeção Geral da EducaçãoNacional.
«As Escolas Internacionais funcionam da mesma maneira que as outras.Apenas propõem uma carga superior semanal de 4 a 5 horas de literatura, história e geografia portuguesa».
Está aberta a qualquer tipo de alunos a partir do momento em que tenham à partida um bom nível escolar, «visto terem um horário mais apertado que vão ter que assumir durante o ano, e naturalmente têm de ter boas capacidades de escrita e de oral porque o programa apresentado é naturalmente mais exigente», insiste Michel Perez. «Após 7 anos de estudo intensivo na língua, saem do liceu perfeitamente bilingues».
«Os alunos após terem frequentado a escola internacional estão aptos a integrarem as Universidades portuguesas, têm a possibilidade de aperfeiçoar os seus conhecimentos numa cultura diferente, adquirem no final uma formação intelectual de alto valor”, declara ao LusoJornal. Segundo Michel Perez, aprender numa Secção internacional é importante para a carreira profissional do aluno, a lingua portuguesa é sem dúvidas um vetor de comunicação contemporâneo importante, nomeadamente com o Brasil que tem cada vez mais um papel essencial no palco internacional. Segundo o Responsável, as estatísticas apontam para um crescimento de inscrições de alunos não lusófonos nas Secções portuguesas.«Quanto aos professores na Secção portuguesa geralmente vêm de Portugal e são pagos pelo Governo português, e os professores na parte francesa são pagos obviamente pelo Estado francês».
Michel Perez não é português, começou por aprender o português, como língua viva numa escola francesa. «Gostei bastante, havia um bom ambiente nas aulas, conheci muitos amigos, e acabei por me especializar na Universidade, segui o processo normal e passei diferentes diplomas. Mas também viajei bastante para Portugal e para o Brasil, o que me ajudou imenso. Hoje penso que é o treino de muitos anos de trabalho e de relações pessoais que me deram a capacidade de me exprimir bem em português», diz a sorrir.

■ Clara Teixeira, Lusojornal

COMPTE RENDU

Journée du 27 mars 2010 à l'Hôtel de Ville de Paris

À l’initiative de l’ADEPBA, a eu lieu à Paris la Journée de réflexion
"Enseigner le portugais en France: réalités et perspectives" 

Article rédigé par Dominique STOENESCO (membre du bureau de l'ADEPBA) et publié dans LUSOJORNAL n°250 du 31 mars 2010

www.lusojornal.com

Le 27 mars dernier, à l’initiative de l’Association pour le Développement des Études Portugaises, Brésiliennes, d’Afrique et d’Asie lusophones, a eu lieu à l’Hôtel de Ville de Paris une Journée de réflexion intitulée « Enseigner le portugais en France: réalités et perspectives » qui devait faire écho à deux préoccupations majeures des enseignants de portugais : comment développer l’enseignement du portugais en France et comment assurer sa continuité pédagogique à tous les niveaux?

Le nombre important de participants, ainsi que la variété des questions posées ont démontré combien cette rencontre était attendue. M. Christophe Gonzalez, président de  l’ADEPBA, a ouvert les débats en invitant le public à s’exprimer librement et sans tabou sur tous les sujets liés à l’enseignement du portugais en France. Á la table officielle, ont pris également la parole, en guise d’introduction, M. Hermano Sanches Ruivo, conseiller de Paris, pour souligner que « la langue portugaise n’est pas encore à sa juste place et qu’il est impératif de créer des synergies, avec les enseignants de portugais, les associations, les entreprises et les institutions » ; M. Michel Pérez,  inspecteur général de l'Éducation nationale, pour saluer cette « initiative importante de l’ADEPBA qui permet d’échanger, de s’informer et de se donner encore des moyens pour mieux intégrer l’enseignement du portugais à tous les niveaux » ; Mme. Gertrudes Amaro, conseillère culturelle chargée de l'enseignement à l’ambassade du Portugal, a mis l’accent sur la nécessité d’assurer une continuité pédagogique entre le Primaire et le Secondaire et a rappelé l’important travail de liaison qui est effectué avec les services académiques ; Mme. Eloisa Bordieri, chargée de la coopération éducative à l’ambassade du Brésil, a exprimé sa volonté de solliciter auprès du ministère de l’Éducation brésilien un engagement plus important en faveur de l’enseignement du portugais.

Puis ont eu lieu les diverses interventions des professeurs, des étudiants, des représentants d’associations et de parents d’élèves, ainsi que celle de M. Olivier Giron, chef de département à la Direction des relations européennes et internationales et de la coopération au ministère de l’Éducation nationale qui a rappelé l’importance des relations internationales de la France avec les pays lusophones. Les questions posées ont permis d’aborder les points suivants : l’avenir de la langue portugaise dans le cadre de la réforme des lycées ; le nombre croissant des vacataires (12%), ainsi que le volume important d’heures de cours de portugais données dans les établissements secondaires, afin de satisfaire aux besoins des élèves mais qui ne sont pas officialisées par l’administration, ce qui compromet l’implantation durable de la discipline ; le manque de reconnaissance de cet enseignement (« nous sommes un peu des clandestins », clame un enseignant) et une certaine logique comptable qui entraîne des effets pervers ; les difficultés pour ouvrir des classes bi-langues en 6ème. et répondre ainsi aux choix des élèves qui arrivent du Primaire, ce qui affaiblit le choix de la LV2 en 4ème.; la quasi inexistence du portugais dans les filières professionnelles et technologiques; le manque de professeurs dans certaines académies ; le cas des très nombreux élèves qui se présentent aux épreuves du Baccalauréat sans avoir fréquenté des cours de portugais ; le décalage entre le nombre important d’élèves qui étudient le portugais en Primaire (50% du total) et les évolutions dans le Secondaire ; l’image encore à valoriser de la langue portugaise en France qui n’intègre pas sa dimension internationale.

L’après-midi a été en partie consacrée à une présentation, par M. Pérez, de l’état de l’enseignement du portugais dans le Secondaire, en France, dont nous retenons notamment les données suivantes : augmentation des effectifs de 3% par an mais baisse considérable des postes mis aux concours (1984 : 24 postes pour le CAPES ; 2010 : 2 postes) et des professeurs de portugais (- 12% en 10 ans) ; par ailleurs, concernant le choix de la langue, actuellement 48% des élèves de portugais sont inscrits en LV2 et 28% en LV3.

Enfin, la dernière question abordée a été celle des stratégies à mettre en œuvre : être présent sur le terrain, expliquer ce qu’est l’enseignement du portugais, changer son image culturelle, réaliser des actions et des coopérations innovantes. En clôturant la Journée, M. Gonzalez remercie la présence également de la CCPF, des associations Voix Lusophones et Cap Magellan, ainsi que le soutien de la Caixa Geral de Depósitos.

 

PROGRAMME

Date : 27 mars 2010
Horaire : 9h-17h
Lieu : Hôtel de Ville de Paris, Place de l’Hôtel de Ville 75004 PARIS (Entrée : 5 rue Lobau)
Métro : Hôtel de Ville
/ Châtelet les Halles

9h30 : Accueil des participants

10h : Ouverture : M. SCHAPIRA, Maire-adjoint, relations internationales, M. Hermano SANCHES-RUIVO, Conseiller de Paris, M. Christophe GONZALEZ , président de l’ADEPBA, M. Michel PEREZ,
 Inspecteur Général de l’Education nationale, Madame Gertrudes AMARO, Conseillère chargée de l’enseignement à l’Ambassade du Portugal

10h30-13h : Déroulement de deux ateliers

1.     Enseignement secondaire et liaison avec l’enseignement supérieur
- Formations
-       Journées portes ouvertes
-       Diplômes
-       Stratégies de liaison supérieur, secondaire.

2.     Echange d’expériences et de pratiques : enseignement primaire et second degré
-       projets
-       dispositifs innovants (classes bilangues, sections européennes…)
-       actions internationales (Sections internationales, eTwinning, voyages d’études, échanges,
       appariements…)
-       usage des multimédias, des TICE (Baladodiffusion, usages des télévisions étrangères, ressources pédagogiques…)
-       Faire aboutir un projet
-       Liaison primaire, secondaire
-      Apprentissage et certification
-       Le rôle des associations

13h : Buffet offert

14h : Mise en commun

15h30 : Stratégies pour développer l’enseignement du portugais
-       Sur le terrain
-       Partenariats
-       Plans de communication

17h : Fin

VOIR LE PROGRAMME AU FORMAT PDF

 

LETTRE AUX PROFESSEURS DE L'ENSEIGNEMENT SUPERIEUR

Objet : Invitation à participer à une journée sur l’enseignement du portugais en France
                                                          
Chers collègues,

 L’ADEPBA vous invite à participer à une journée :

"Enseigner le portugais en France: réalités et perspectives".

Elle aura lieu à Paris, le samedi 27 mars 2010  à l’hôtel de ville de Paris (merci de consulter le programme).

Pourquoi cette initiative ? Vous le savez, l'enseignement du portugais, plus qu'un autre, est sujet d'interrogations, parfois d'inquiétudes, au moins de commentaires les plus divers. Même si cet enseignement progresse dans le Secondaire, les difficultés restent nombreuses, et la situation dans le Supérieur - avec des réalités contrastées - ne peut pas laisser indifférent. Par ailleurs, on peut aussi regretter la coupure qui sépare trop fortement les collègues de chacun des trois niveaux d'enseignement, ce qui contribue à générer bien des incompréhensions.

Cette journée, dont le déroulement est prévu sous forme d’ateliers afin que la parole puisse librement circuler, sera donc l’occasion de réunir les collègues des divers niveaux, les personnels de l’encadrement administratif, des représentants d’associations, également invités. Outre la nécessité de décloisonner l’enseignement du portugais, l’ensemble des informations ainsi recueillies trouvera une issue dans diverses interventions diplomatiques et politiques - appuyées sur une expérience globale concrète -, dont l’ADEPBA se fera porteuse. Cette journée servira encore à préparer un événement de plus grande ampleur auquel seront associées diverses entités officielles.

Cette journée du 27 mars présentera aussi l’avantage pour les collègues du Supérieur de faire part de leurs initiatives en faveur du portugais (variété de leur cursus, filières, matériel d’information etc.) aux collègues du Secondaire qui pourront à leur tour répercuter ces informations et ainsi motiver certains de leurs élèves. De la même manière, chacun des niveaux aura l’occasion de s’adresser aux représentants de la communauté portugaise pour le développement de l’enseignement du portugais dans le système officiel français, seul gage d’avenir.

En parallèle, un forum est ouvert à l'adresse suivante : forum2010@adepba.fr qui se destine à recueillir tout témoignage sur les aspects les plus divers de notre discipline. Je vous invite à y laisser votre opinion.

Cordialement,  

Christophe GONZALEZ,
Professeur des universités
Président de l’ADEPBA                                 

Merci de réserver par courriel : secretariat@adepba.fr

 

LETTRE AUX PROFESSEURS DE L'ENSEIGNEMENT PRIMAIRE ET SECONDAIRE

Objet : Invitation à participer à une journée sur l’enseignement du portugais en France

Chers collègues,
                                                          
L’ADEPBA vous invite à participer à une journée :

« Enseigner le portugais en France : réalités et perspectives »

Elle aura lieu à Paris, le samedi 27 mars 2010 à l’Hôtel de Ville de Paris
(Merci de consulter le programme)

                Vous le savez, l’enseignement du portugais, plus qu’un autre, est sujet d’interrogations, parfois d’inquiétudes, au moins de commentaires les plus divers. Même si cet enseignement progresse dans le Secondaire, les difficultés restent nombreuses et la situation concernant les autres niveaux ne peut laisser indifférent.

                Cette journée, dont le déroulement est prévu sous forme d’ateliers afin que la parole puisse librement circuler, sera l’occasion de réunir les collègues des différents niveaux, les personnels de l’encadrement administratif, des représentants d’associations, également invités. Outre la nécessité de décloisonner l’enseignement du portugais, l’ensemble des informations ainsi recueillies trouvera une issue dans diverses interventions diplomatiques ou politiques, ainsi appuyées sur une expérience globale concrète.

                En espérant que cette journée soit un véritable moment d’échange entre les multiples acteurs de l’enseignement du portugais en France - avec, surtout, les enseignants des trois niveaux, qui n’ont guère l’occasion de se rencontrer -, il va de soi que la situation spécifique de l’enseignement Secondaire prendra toute sa place. Et les thèmes de discussion ne manquent pas, des problèmes de transition entre le Primaire et le Secondaire et de ce dernier au Supérieur, sans oublier les affectations sur plusieurs établissements ou la « concurrence » des associations, ou encore la simple place du portugais dans les établissements et la plus ou moins bonne volonté des proviseurs ou principaux, si ce n’est des responsables académiques, etc. Tout est à aborder, sans tabou…

                Ce type d’initiative est nouveau dans l’action que conduit l’ADEPBA depuis déjà 37 ans. Autant la réussir.
               En parallèle, un forum est ouvert à l’adresse suivante : forum2010@adepba.fr, qui se destine à recueillir tout témoignage sur les aspects les plus divers de notre discipline. Je vous invite à y laisser votre opinion, votre expérience.

Cordialement
(Les adhérents de l’ADEPBA sont préinscrits)

Christophe GONZALE
Président de l’ADEPBA

 

 

L'ADEPBA lance une initiative qui se destine à recueillir et à mettre en commun les informations que les enseignants (primaire, secondaire, supérieur) voudront bien communiquer sur ce site de l'association :

forum2010@adepba.fr

Quelles informations ? Toutes ! Toutes les expériences de terrain sont les bienvenues:

quelles sont vos difficultés ?
Quels obstacles rencontrez-vous ?
Quelles sont vos préoccupations ?
Quelles initiatives avez-vous menées à bien ?
Quelles réussites sont les vôtres ?
Où en est, chez vous, la question de la continuité entre les différents niveaux ?
Quelle est votre pratique dans le contact avec l'administration ?
Quel est votre point de vue pour la défense et le développement de l'enseignement du portugais ?

Et cette liste n'est qu'indicative... A chacun de prendre la parole et de s'exprimer le plus librement possible. Il n'y a pas de tabous !

Une initiative originale

Ce forum est ouvert dès à présent. Il débouchera sur une journée de réflexion, le 27 mars, qui ne consistera pas en une collection de communications sur la lusophonie ou les pratiques langagières, comme ce fut trop souvent le cas, mais en une mise en commun du matériau recueilli et représentant une expérience collective. Pour ce faire, cette journée (qui fera bientôt l'objet d'autres informations plus précises), sera organisée autour d'ateliers où ce matériau sera pris en compte, analysé, discuté, mis en forme.

Une initiative efficace

Tout cela n'est pas destiné à rester dans les tiroirs électroniques ! Pour intervenir efficacement, il faut connaître. Avec tout cela, l'ADEPBA pourra orienter son action dans une perspective plus "interventioniste", d'une part, et, d'autre part mais toujours en s'appuyant sur cette expérience collective, elle se propose d'organiser, à une date plus lointaine, une réunion de plus grande ampleur, avec les diverses entités intéressées par cet enseignement, afin de déboucher sur une action plus globale, plus "politique" si le programme exposé ici réussit comme nous l'espérons. Cette réussite sera la vôtre.


Christophe GONZALEZ
Président de l'ADEPBA


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Commentaires

bonjour,
je suis content qu'une telle initiative ait été prise. Il est vrai que notre situation est rarement enviable: nous sommes différents de nos collègues, des "marginaux" ou "marginalisés" ou simplement des "curiosités". Pour nous les perspectives de carrière sont faibles: les autres peuvent parler d'agrégation interne, nous nous devons nous contenter d'espérer qu'un jour éventuellement...dans bien des établissements nous avons le sentiment d'être "tolérés" par des chefs qui n'oublient de nous rappeler que nos effectifs sont faibles et qui nous demandent si nous sommes capables de faire autre chose...
Personnellement j'ai osé parler de réouverture de la LV3, la réponse a été:"Je ne suis pas favorable au Portugais, me faisant comprendre par la même occasion qu'elle souhaitait le voir supprimer...
Nous sommes différents dans la mesure où nous devons nous "battre" pour survivre...

lionel Soares 19 -12-2009

Sans plus attendre, je me permets de vous faire part de mon sentiment à propos de cette intiative : je la trouve excellente et je ne manquerai pas d'y participer.

Martine Fragoas 2-12-2009

Olá a todos e feliz ano novo !

Intéressée par l'idée de la rencontre du 27 mars, je pense qu'il est temps de s'organiser pour communiquer sur le portugais et donner un nouveau souffle à la discipline si l'on veut qu'elle perdure dans l'enseignement français. Il est urgent d'agir maintenant !
J'attends de plus amples renseignements sur cette journée.

A bientôt.

Marie de Abreu 19-01-2010

Je reste très attentive et très intéressée quant à l’initiative de notre Association de réaliser un Forum sur la langue portugaise...

Ana Maria Fernandes 21-01-2010

 

FALANTES DE PORTUGUËS IRAO AUMENTAR PARA 335 MILHOES EM 2050
25/03/2010 Lusa

Na lista das línguas com maior número de falantes, o Português surge entre o quinto e o sétimo lugar, conforme os critérios das organizações que as elaboram.
Se o critério for apenas o da língua materna, o Português surge em sétimo lugar, mas se for analisado também como segunda língua, então sobe para o quinto lugar das tabelas.
Falado nos cinco continentes, o Português é a língua oficial de oito países: Angola (12,7 milhões de habitantes), Brasil (198,7 milhões), Cabo Verde (429 mil), Guiné-Bissau (1,5 milhões), Moçambique (21,2 milhões), Portugal (10,7 milhões), São Tomé e Príncipe (212 mil) e Timor-Leste (1,1 milhões).
Contudo, em Timor-Leste são uma minoria as pessoas que falam Português e em países como a Guiné-Bissau e Moçambique predominam outras línguas, com destaque para o crioulo, e em Angola o Português convive com outras línguas nacionais.
Além da população residente, a maioria desses países tem uma vasta população emigrante que promove o Português no mundo.
Dados oficiais indicam que existem mais de cinco milhões de emigrantes portugueses, espalhados sobretudo por França, Luxemburgo, Suíça, Inglaterra, Estados Unidos, Canadá e Venezuela, e uma diáspora brasileira de três milhões.
A língua portuguesa é ainda falada em locais por onde os portugueses passaram ao longo da História como Macau, Goa (Índia) e Malaca (Malásia).
Na Internet, a importância do Português é mais facilmente avaliada, sendo o sexto idioma mais divulgado.
De acordo com o site “Internet World Stats”, cerca de 73 milhões de pessoas navegam em Português, mas representam apenas 4,2 por cento do total dos utilizadores da web.
No entanto, entre 2000 e 2009, o número de utilizadores de Português na Internet aumentou 864 por cento.
Um estudo recente revela também que o Português é a terceira língua mais utilizada na rede social Twitter, depois do Inglês e do Japonês.
A língua portuguesa está já presente nos sítios da Internet de alguns blocos político-económicos como a União Europeia, o Mercosul e a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).
Contudo, os sítios na Internet das Nações Unidas, União Africana, NATO, Programa da ONU para o Desenvolvimento (PNUD) e a União dos Estados Ibero-americanos (UEI) não apresentam a língua portuguesa como alternativa de escolha.
Segundo projecções divulgadas pelo Estado português, baseadas na evolução demográfica, os oito estados que têm o idioma como língua oficial deverão totalizar 335 milhões de habitantes em 2050, prevendo-se neste sentido, a consolidação da importância da língua portuguesa.
Para debater o Futuro da Língua Portuguesa no Sistema Mundial e delinear estratégias, dezenas de especialistas vão juntar-se numa Conferência Internacional, em Brasília, entre hoje e 31 de Março.
Escritores, académicos, professores, editores, jornalistas e outros profissionais directamente vinculados à difusão da língua vão reflectir sobre o fortalecimento do ensino do idioma, a sua aplicação em organizações internacionais e a importância das diásporas de cidadãos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.